C-Saúde

C-Saúde e Serviços Distritais de Saúde reforçam resposta à interrupção do tratamento antirretroviral

A província da Zambézia está a testemunhar uma acção coordenada para a reintegração urgente de pacientes em tratamento antirretroviral (TARV) que haviam sido descontinuados em consequência das manifestações populares. Este esforço está a ser implementado nos distritos de Pebane, Inhassunge, Mocubela, Maganja da Costa, Morrumbala e Namacurra, com coordenação da C-Saúde e dos Serviços Distritais de Saúde.

This initiative is being implemented in the districts of Pebane, Inhassunge, Mocubela, Maganja da Costa, Morrumbala, and Namacurra, through a coordinated effort by C-Saúde and Serviços Distritais de Saúde.

A interrupção do TARV representa um risco sério à saúde dos pacientes e à estabilidade dos ganhos na resposta ao HIV. Quando um paciente interrompe a medicação, há aumento da carga viral, risco de progressão para SIDA, maior susceptibilidade a infecções oportunistas como a tuberculose, e elevação significativa do risco de transmissão do vírus. Reintegrar estes pacientes é uma prioridade urgente para proteger vidas e manter o controlo da epidemia.

O distrito de Pebane destacou-se como modelo desta resposta. Neste mês de Junho, a unidade sanitária de Tomeia recebeu uma brigada técnica e comunitária que desenvolveu actividades intensivas de mobilização, rastreio e reintegração de pacientes em TARV, com resultados encorajadores:

  • 161 pacientes atendidos
  • 105 pacientes reintegrados ao TARV
  • 105 pacientes rastreados para tuberculose
  • 43 testados para HIV, dos quais 3 positivos — todos imediatamente ligados ao tratamento
  •  Amostras laboratoriais colhidas

A estratégia baseou-se em sessões comunitárias de sensibilização sobre a importância da carga viral indetectável e visitas porta-a-porta envolvendo activistas comunitários, líderes religiosos, estruturas locais e técnicos de saúde.

O sucesso da acção em Pebane demonstra a colaboração local e a actuação integrada entre a saúde comunitária e as unidades sanitárias. Este modelo é replicado progressivamente nos restantes distritos afectados, com o mesmo compromisso de resgatar todos os pacientes que perderam contacto com o sistema.

A C-Saúde, enquanto organização de assistência técnica que apoia os Serviços Distritais de Saúde, reafirma o seu compromisso com uma intervenção humanizada, orientada pelo direito à saúde, colocando as comunidades no centro da resposta.

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