C-Saúde

Reforçar a liderança distrital do MISAU na resposta ao HIV na província da Zambézia

“O nosso maior legado é garantir a sustentabilidade das intervenções e dos resultados, mesmo na ausência da C-Saúde.” — Helder Boavida, Ponto Focal de Graduação da C-Saúde na província da Zambézia

Durante mais de 20 anos, instituições apoiadas pelo Governo dos Estados Unidos prestaram apoio às autoridades de saúde do Governo de Moçambique (GdM) na Zambézia, através da prestação directa de serviços e de apoio técnico. Em 2023, a C-Saúde, em cooperação com o GdM e o Centers for Disease Control (CDC), iniciou um processo de transferência gradual destas responsabilidades para as autoridades governamentais, conhecido como graduação.Este processo visa reforçar a apropriação das intervenções pelo Governo, preservando simultaneamente os sistemas e as práticas que asseguram a continuidade dos serviços de HIV.

A primeira dimensão da graduação é financeira. Até Setembro de 2026, 10 dos 19 distritos da Zambézia apoiados pela C-Saúde já tinham concluído esta etapa, abrangendo mais de 350 profissionais de saúde. As acções de formação, supervisão conjunta e mentoria prepararam os responsáveis distritais para gerir estas actividades com maior autonomia.

A segunda dimensão é técnica. As equipas distritais assumem progressivamente actividades anteriormente realizadas pelos técnicos da C-Saúde, passando a liderar visitas às unidades sanitárias, analisar o desempenho e identificar e responder às lacunas na prestação de serviços. Neste processo, a C-Saúde continua a prestar apoio às análises provinciais de dados. Até Setembro de 2026, 18 unidades sanitárias tinham concluído esta transição.

“Anteriormente, a supervisão dependia mais da instituição de apoio [...]. Hoje, é mais fácil realizar este trabalho e sentimo-nos muito mais capacitados para assumir esta responsabilidade”, explica Anafade Emílio, Médico-Chefe Distrital de Nicoadala. explains Anafade Emílio, Nicoadala District Medical Chief.

Na perspectiva de Boavida, o reforço da supervisão conjunta tem sido, precisamente, uma das mudanças mais importantes. Neste modelo, os responsáveis provinciais e distritais identificam lacunas, orientam as equipas das unidades sanitárias e acompanham o seu desempenho.

A C-Saúde tem igualmente apoiado a utilização sistemática de procedimentos operacionais padronizados (POPs), fluxos de trabalho clínico e instrumentos de monitoria, incluindo os relacionados com a testagem da carga viral. O objectivo deste apoio é assegurar que práticas consistentes de prestação de serviços se mantenham para além do período de apoio da organização. Como reconhece Emílio: “Aprendemos muito com os nossos colegas da C-Saúde!” “We have learned so much from our C-Saúde colleagues!”

A experiência de Nicoadala serviu de referência para processos de graduação posteriores, incluindo o de Mocuba, onde cinco unidades sanitárias participaram nesta transição. Actualmente, as autoridades distritais lideram a supervisão técnica, a análise regular dos indicadores de HIV e o planeamento de medidas para responder às lacunas identificadas.

Em última análise, a graduação representa um investimento nas pessoas, nos sistemas e nas práticas de gestão que asseguram a continuidade dos serviços de HIV. Desta forma, as equipas distritais ficam cada vez mais preparadas para manter a qualidade dos serviços e os resultados alcançados, com uma necessidade progressivamente menor de apoio dos parceiros.

Esta história de sucesso é possível graças ao generoso apoio do Governo dos Estados Unidos.

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